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Episódios do Mc Picanha e do Whopper Costela reforçam o crescimento na exigência dos consumidores


Fotos: Reprodução McDonalds e Burguer King

Depois do Mc Picanha, nesta semana chegou a vez do Whopper Costela. Pois é, McDonalds e Burguer King estão ocupados dando explicação sobre o fato de seus sanduíches não terem exatamente o alimento que exibem no nome. Em tempos de redes sociais, qualquer reclamação, reflexão ou simples informação pode viralizar e se transformar em uma crise. Foi o que aconteceu.

Bom, a polêmica, você conhece: os consumidores souberam que o Mc Picanha não tem picanha, mas, sim, um outro hambúrguer e um molho com sabor de picanha. Houve uma denúncia ao Procon de SP, que proibiu a venda, o caso se espalhou para o Distrito Federal, que também proibiu, e o Mc então se desculpou, disse que “vacilou" e retirou o produto do mercado em todo o país.

Dias depois, foi o Burguer King que afirmou que o Whopper Costela não tem costela. E justificou que é feito de paleta suína, com um “aroma de costela 100% natural”. O BK ainda afirmou que a comunicação foi transparente nas descrições dos produtos. É claro que pode-se questionar quem lê a descrição e quem se baseia apenas no título, que induz a presença da costela, mas não é esse o nosso foco.

Como uma consultoria em gestão e segurança de alimentos, nós sempre reforçamos que o compromisso da indústria é com o consumidor e que transparência é fundamental, seja com colaboradores, fornecedores, clientes, todos os envolvidos. Vivemos em uma época em que os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto a saber o que tem dentro daquele produto que ele vai comer, como deve ser conservado, por quanto tempo, que impactos ele tem na sua saúde.

Porém, nesse caso, trata-se de mais do que isso. A exigência, atualmente, está em todo o posicionamento de marca de uma empresa. Houve quem levasse na brincadeira, e ok, os memes fazem parte; houve quem defendesse o Mc por admitir o erro e retirar o produto; mas há, também, quem não confiará mais na marca. E mais: quando uma marca faz com que a gente passe a desconfiar dela por um episódio desses, ela reforça um alerta que será direcionado a todas. Sem intenção e indiretamente, quando uma marca acaba envolvida em uma crise como essa, ela manda um recado ao mercado. Na cabeça do consumidor, isso soa como: “opa, eu preciso ficar mais atento”.

Claramente, essa tendência de crescimento na exigência vai se manter ou crescer. E não há tempo para esperar um novo nível de cuidados no consumo para melhorar a entrega. Aqui na POLETTO, não temos dúvidas: quem foca no consumidor, chega mais forte. Transparência, BPF e gestão bem feita levam a um resultado duradouro e sem crises de marca.

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