• Josiane Kilian

Agrotóxicos em alimentos: o que fazer para evitar?

Um alerta de estudo sobre a presença de agrotóxico em produtos ultraprocessados (classificação de acordo com o Guia de Alimentação para a população Brasileira), do Instituto Brasileiro de Defesa do consumidor (IDEC), traz à luz uma discussão bastante interessante.

A conclusão do estudo demonstrou que dos 27 produtos analisados (divididos em oito categorias), os classificados em seis categorias continham resíduos de agrotóxicos. E, sem dúvida, o dado mais preocupante foi que todos os produtos que continham trigo na sua composição tiveram presença de agrotóxico. Para ter acesso a pesquisa na íntegra, acesse este link. Para nós, que trabalhamos na área de segurança de alimentos, qual é a lição que fica? O que precisamos aprender para evitar que a marca da nossa empresa seja associada de forma negativa a fatos como esse?

Com toda certeza, um programa de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) é a chave para evitar este tipo de situação, desde que a análise de perigos seja feita de forma assertiva. Conhecer profundamente as características da matérias-primas e dos ingredientes, bem como as operações envolvidas no processamento, é de fundamental importância para garantir que o produto esteja seguro.

Para auxiliar nesta tarefa, a ANVISA possui o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), cujo objetivo é monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos de origem vegetal, visando mitigar o risco à saúde decorrente da exposição a essas substâncias pela dieta, mediante avaliação do cenário de irregularidades e risco à saúde, a partir dos resultados das análises das amostras coletadas. A partir destes dados é disponibilizada uma lista das monografias e seus respectivos LMR (Limite Máximo de Resíduos) aprovadas para cada cultura (alimento in natura). Para ver, acesse este link. De posse das informações dos tipos de monografias e de seus respectivos limites, você precisa estabelecer uma avaliação de risco para este tipo de perigo (probabilidade e severidade) para determinar medidas de controle no seu processo.

O time da POLETTO tem uma metodologia própria que foi desenvolvida com base em mais de 18 anos de experiência prática em implantação de APPCC. Em 5 dias, nós colocamos em prática a solução que você precisa.

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