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Food Tech: o mercado não para de mudar


Post de 10/12/2019 Escolhemos algumas notícias recentes para tratar aqui neste post e sustentar o nosso título: o mercado não para de mudar. A composição dos alimentos, as práticas de fabricação, as embalagens, tudo está em constante transformação. E não pense que estamos falando do Vale do Silício. Tudo isso está acontecendo aqui do nosso lado.


Um dos exemplos é o não sorvete, já ouviu falar? Ele chegou ao mercado brasileiro nas últimas semanas e é produzido por uma empresa chilena, ou melhor, uma “não empresa”, chamada NotCo (Não Companhia, na tradução) que tem, entre seus investidores, Jeff Bezos, proprietário da Amazon e segundo homem mais rico do mundo. Sabemos que toda a inovação precisa de dinheiro. E se pessoas como Bezos estão investindo em startups da área de alimentos, podemos ter certeza que esse mercado vai seguir mudando. Você não vai ficar parado olhando, né?


Sabemos que não. Mas voltando ao não sorvete. O nome é esse mesmo, Not Icecream, em inglês. A grande diferença? Não leva leite. No lugar desse ingrediente, recebe vegetais - derivados de coco, girassol e, principalmente, ervilha. Chega ao mercado brasileiro vendido por R$ 30,00 o pote de 473 ml e concorre com as marcas mais caras, como Häagen-Dazs, por exemplo. Mas não vem importado do Chile, já é fabricado aqui. Em tempos de intolerância à lactose e veganismo crescentes, podemos imaginar a perspectiva de vendas.


Achou moderno? O que você vai pensar então sobre a impressão 3D de biscoitos feitos de inhame com polvilho, espinafre e farinha de grilo? O criador garante que o sabor é ótimo. A startup dele, 3D Super Food, ainda não está consolidada, mas algumas apresentações do produto já indicam que o caminho parece bastante promissor. Imprimir alimentos já é uma realidade, e a 3D Super Food está se preparando para uma previsão assustadora. Segundo estimativa da ONU, o mundo terá 10 bilhões de habitantes até 2050. E vai faltar comida. Imprimir pode ser uma forma de contornar o problema. E usando raízes, algas e insetos, a startup está buscando formas diferentes de fabricação. O mercado está mudando, já falamos isso.


Você pode pensar que é uma realidade apenas do mundo das startups, então fomos buscar um exemplo recente de uma grande marca. A Seara lançou no início deste mês uma linha de proteína vegetal. A grade de produtos da marca que imitam carne está crescendo depois da colocação no mercado do seu hambúrguer 100% vegetal, em agosto. A Seara agora amplia a oferta e introduz novas opções nas prateleiras de São Paulo e do Rio de Janeiro já na segunda quinzena de dezembro. Em 2020, elas estarão em todo o Brasil.


Já falamos aqui no blog sobre os hambúrgueres vegetais nas redes de fast food. Não podemos mais tratar isso como tendência. É uma realidade consolidada que só cresce. E tudo que pode parecer absurdo tem uma chance grande de se tornar realidade. Como o biscoito feito com insetos. Como você está se preparando para o futuro? Futuro? O futuro já chegou. E nós estamos aqui para ajudá-lo a participar dele! :)

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